Xangô
Xangô é um substantivo masculino singular
e tem seu termo originário da língua iorubá,
trazendo como significado “senhor do fogo oculto”.
Xangô é o nome dado a uma entidade ou orixá muito venerado pelas religiões afro-brasileiras.
Xangô, para essas religiões, é o Deus dos trovões,
raios, cargas elétricas e do fogo. Essa entidade, de acordo com a lenda dos
povos antigos, era violenta e justiceira, além de ser atrevida e viril. Ele
castigava os ladrões, malfeitores e mentirosos.
Relacionado com outras religiões e mitologias, Xangô
seria o Deus Zeus – da mitologia
grega –, o Tupã para o povo
Tupi-Guarani, o Odin para o povo
nórdico e Júpiter na mitologia
romana.
Etimologia
"Xangô"
é um termo procedente da língua iorubá. África
Como personagem
histórico, Xangô teria sido o quarto Aláàfìn Òyó, "Rei de Oyo", filho
de Oranian
e Torosi,
a filha de Elempê, rei dos tapás, aquele que havia
firmado uma aliança com Oranian. Xangô teve três divindades como esposas: Oyá, Oxum e Obá.
Xangô é o orixá
dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido,
violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por
esse motivo, a morte pelo raio é considerada infamante. Da mesma forma, uma casa
atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de xangô. Xangô é o Orixá
do Poder, ele é a representação máxima do poder de Olorum.
Sacerdote de
Sango - Magba
Sacerdotisa de
Sango - Iya Magbá
Atabaque de
Sango - Ilu batá
Toque favorito -
Alujá
Fruto favorito -
Orogbo
Bichos - Akunko,
Agutan, Ajapá
Comida - Amalá
Foi ele quem
criou o culto de Egungun, sendo ele o único Orixá que exerce poder sobre os
mortos. Xangô é a roupa da morte, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de
Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não
deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e
fortes, que representam as vestes dos Eguns.
Xangô por Carybé.
Xangô foi o
quarto (ou o terceiro) rei
lendário de Oyo,
na Nigéria,
tornado orixá de caráter violento e vingativo, cuja manifestação são o fogo, o Sol, os raios, as tempestades
e os trovões.
Filho de Oranian,
teve várias esposas, sendo as mais conhecidas: Oiá, Oxum e Obá. Xangô é
viril e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Sua
ferramenta é o Oxê:
machado
de dois gumes.
Enquanto Oxóssi
é considerado o rei da nação de Queto,
Xangô é considerado o rei de todo o povo iorubá. Orixá do fogo, dos raios e das tempestades,
Xangô foi um grande rei
que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun.
Muitos orixás possuem relação com os Egunguns mas ele é o único que,
verdadeiramente, exerce poder sobre os mortos, Egungun.
Xangô é a roupa da morte, Axó Iku: por este motivo, não deve faltar nos Egbòs
de Ikù e Egun, o vermelho lhe pertencendo. Ao se manifestar nos candomblés, não
deve faltar, em sua vestimenta, uma espécie de saieta de tiras chamada banté,
com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos eguns.
Xangô era forte,
valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou-se
em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a
destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse
(Torosi) e de Oraniã,
foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito
forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o
pilão
e a gamela;
o pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representam a livre passagem entre os
mundos, sendo Xangô um ancestral (Egungun). Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e
poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessário. Tem
também uma forte ligação com Oxumaré,
considerado por ele como seu fiel escudeiro.
Assentamentos de Xangô e Obá no candomblé
Xangô é cultuado
no Brasil sob 12 qualidades.
Vale salientar
que muitos seguem cegamente as ditas qualidades de Xangô da Bahia, e não é bem assim:
por exemplo, Airá
é um outro orixá que não se dá com Xangô. Reza a lenda que Airá era muito
próximo de Xangô, e quando Oxalufã, em visita ao reino de Xangô, foi erroneamente
confundido com um ladrão, teve suas pernas quebradas e foi preso. Uma vez Xangô
percebendo o engano, mandou que o tirassem da prisão, o limpassem e dessem a
ele vestimentas condizentes com a grandiosidade de Oxalufã, porém Oxalufã
estava viajando e teria ainda outros lugares para ir.
Por ser muito
velho e agora com as pernas tendo sido quebradas, a locomoção havia sido
afetada, fazendo que Oxalufã andasse curvado e muito vagarosamente. Xangô,
então, mandou que Ayrá levasse Oxalufã nas costas até a próxima cidade. Ayrá,
percebendo ali a sua grande oportunidade, durante o caminho se voltou contra
Xangô, falando a Oxalufã que Xangô sabia que ele estava preso, acabando por
ganhar a confiança de Oxalufã, que o tomou para si; razão pela qual Ayrá usa
branco, mas não é um fum-fum. Xangô, que não suporta traições, se irritou com a
atitude de Ayrá, cortando relações com ele. Desde então, eles jamais devem ser
cultuados juntos ou mantidos na mesma casa.
Xangô costuma
ser sincretizado
com São Jerônimo, Santa Bárbara
e São Miguel Arcanjo.
As Qualidades de Xangô
As qualidades de Xangô são estas:
Afonjá - Afonjá,
o balé (governante) da cidade de Ilorin. Afonjá era também
Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história
de Oyo, no início do século dezenove, Oyó era governada pelo rei Aolé, ele
possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de
apoio mantendo assim o poder absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos
anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oyo e se unir
com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo
de Ilorin. Declarou-se independente de Oyo. Com isso o Rei de Oyo Aolé se
envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traiu o Império
Iorubá, mas, quando, os rebeldes assumiram o poder, Afonjá foi decaptado em
1.823 pelo seu novo aliado.
Este alegou que,
se um homem traiu seu antigo rei, ele voltaria a trair tantos outros.
Obá Kosso -
Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oyo,
tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando
de sua chegada em Oyo foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.
Obá Lubê -
Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser
traduzido como Senhor Abastado.
Obá Irù ou Barù
- Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o
culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Orixá primordial Jakutá
sobre a terra, senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas
formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois
arrependido, se suicida, adentrando na terra.
Obá Ajakà -
Também intitulado Bayaniym," O pai me escolheu ", que faz referência
a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o
trono, irmão mais velho de Xangô.
Obá Aganjù - Aganju
representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação
dos Vulcões.
Obá Orungã -
Filho de Aganju Solá e Iemanjá, Orungan é dono da atmosfera é o ar que
respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.
Obá Ogodô -
Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo
bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está
bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.
Obá Jakutá - Jakutá, é a representação da justiça e da
ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado
como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina
por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da
criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.
Cuba
Changó (em português, Xangô) é uma das deidades
da religião iorubá. Na santería, sincretiza com Santo Antônio.
Resumo
Changó é um dos
mais populares orixás do panteão ioruba. É considerado orixá dos trovões, dos
raios, da justiça, da virilidade, da dança e do fogo. Foi, em seu tempo, um rei
tirano, guerreiro e bruxo, que, por equívoco, destruiu sua casa e a sua esposa
e filhos e logo se converteu em orixá.
Orixá da
justiça, da dança, da força viril, dos trovões, dos raios e do fogo, dono dos
tambores Batá, Wemileres, Ilú Batá o Bembés, da festa e da música; representa a
necessidade e a alegria de viver, a intensidade da vida, a beleza masculina, a
paixão, a inteligência e as riquezas.
O Orisha
Changó é chamado
Yakutá (o lançador de pedras) e Obakosso (rei de Kosso). Foi o quarto Rey de
Oyo e também o primeiro awó, trocou o ashe (axé) da adivinhação com
Orunmila pelo da dança, é dono também dos tambores Batá, Wemileres, Ilú Batá o
Bembés.
Família
Foi esposo de Obbá, Oyá y Oshún.
Foi filho de Obbatala
e Aggayu Solá, mas em outros
caminhos se registra como de Obbatalá Ibaíbo e Yembó ou de Obbatalá e Oddua, mas em todos os caminhos
considera-se criado por Yemaya e Dadá. Irmão do último, Oggun, Osun, Eleggua
e Oshosi
Oferendas
As oferendas a
Changó incluem amalá, feito a base de farinha de milho, leite e quimbombó
(quiabo), bananas verdes, banana indio, otí (água ardente), vinho tinto, milho
tostado, cevada, alpiste, etc. Imola-se carneiros, galos, codornas, tartarugas,
galinha de guiné, pombas, etc
Pataki (Itan) de Changó
Furioso com os
seus descendentes ao saber que Oggún
havia querido ter relações com sua própria mãe, Obatalá
ordenou executar a todos os varões. Quando nasceu Changó,
Elegguá
(seu irmão) levou-o escondido para sua irmã mais velha, Dadá,
para que o criasse. Em pouco tempo, nasceu Orula, o outro irmão.
Elegguá, também
temeroso da ira de Obatalá, o enterrou ao pé de uma árvore e lhe levava comida
todos os dias. O tempo passou e, um belo dia, Obatalá caiu enfermo. Elegguá
buscou rápido a Changó para que o curasse. Logo que o grande médico Changó
curou seu pai, Elegguá aproveitou a ocasião para implorar de Obatalá o perdão
de Orula.
Obatalá cedeu e
concedeu o perdão. Changó, cheio de alegria, cortou a árvore e, dela, entalhou
um belo tabuleiro
e junto com ele, deu, a seu irmão Orunmila,
o dom da adivinhação.
Desde então,
Orunmila diz: "Maferefum (benção) Elegguá, maferefum Changó,
Elegbara. Também pela mesma razão a ékuele (moeda usada na Guiné Equatorial) de Orunmila leva, na
soldadura, um fragmento do colar de Changó (branco
e vermelho)
por uma ponta. Desde então, Orunmila é o adivinhador do futuro como intérprete
do oráculo
de Ifá,
dono do tabuleiro e conselheiro dos homens.
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